Versão cinematográfica moderna do Dom Quixote
 

1ª Parte

O Dom Quixote já não anda a cavalo, mas é um tipo que aos 65 anos tirou o "brevet" de piloto de helicóptero e comprou um helicóptero num ferro velho com o propósito de combater os Ferrari que andam nas auto-estradas a 300 km/h . O Sancho Pança não anda atrás dele, mas é contactável por telemovel e anda nas auto-estradas num ponto socorro para socorrer as vítimas dos acidentes. A Dulcineia já não é guardadora de porcos, mas sim uma enfermeira que foi para o desemprego devido às recentes medidas de supressão das urgências do ministro Correia de Campos. Seduzida pela propaganda neo-liberal, decidiu fazer uma empresa "na hora" , em 30 segundos, da qual é a única proprietária, para pedir um crédito para comprar uma lambreta para exercer a profissão liberal indo em socorro das vítimas dos acidentes. Mas está numa situação financeira difícil porque os juros dos empréstimos aumentaram e as vítimas dos acidentes, quase todos moribundos, não pagam nem assinam os recibos verdes. O Dom Quixote, que nas suas deslocações pelo ar foi sensibilizado contra  as urbanizações selvagens na Área Metropolitana de Lisboa e outros crimes ambientais, empenha-se numa luta contra o aeroporto da Ota e o TGV lançando panfletos sobre a cidade. Com a cabeça completamente transtornada por um grupo de ambientalistas que o convenceram que os moinhos das éolicas estão a dar cabo dos passarinhos (o que não é verdade porque os passarinhos são muito mais inteligentes que os ambientalistas) lança o seu helicóptero contra os moinhos eólicos que o escavacam completamente. O Sancho Pança chega no seu pronto socorro, mas já nada pode fazer. Chega então a Dulcineia na sua lambreta (não se sabe se fisicamente se em imaginação) e o Dom Quixote morre confortado pela sua presença (não se sabe se física se imaginada).

2ª Parte

(Mais realista e menos idealista. Em esboço e que ainda não se sabe  se será realizada – depende dos estudos de mercado que os produtores mandarão fazer)

Sancho Pança dedicou-se ao tráfico de influências com um partido político e tem agora a concessão de uma área de estacionamento numa auto-estrada onde tem um stand de Ferraris. Numa versão algo desagradável, propõe à Dulcineia juntarem os trapinhos e ela aceita seduzida pelas delícias da estadia num hotel de luxo no Dubai anunciadas num programa da Aljazeera. Numa versão diferente, ela recusa, cheia de dignidade , mas é obrigada a dedicar-se ocasionalmente à prostituição à beira da auto-estrada com a sua lambreta. Um dia ……

( Aceitam-se contributos para  continuar o argumento, gráficos e escritos)